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Blog da Made for Joy

: Brincar e Aprender

A inteligência artificial entrou no quarto das crianças. E o brincar, fica onde?

Por Katya, sócia da Made For Joy

Brinquedos que conversam, respondem perguntas, contam histórias e até “aprendem” com a criança já não pertencem mais ao futuro. A inteligência artificial começa a aparecer em bonecos, pelúcias, aplicativos e dispositivos voltados ao público infantil.

À primeira vista, tudo parece encantador: mais interação, mais personalização, mais estímulo. Mas essa novidade também traz uma pergunta importante para pais, mães e educadores:

“Quando o brinquedo responde demais, sobra espaço para a criança imaginar?”

Essa pergunta não é contra a tecnologia. A tecnologia faz parte da vida das famílias e pode trazer benefícios quando usada com equilíbrio, acompanhamento e intenção. O ponto é outro: a infância precisa continuar tendo espaço para o corpo, o vínculo, a imaginação, a descoberta e o brincar livre.

É por isso que a campanha "Menos Telinhas, Mais Brincadeiras" Glifo da Made for Joy, se torna ainda mais necessária.

Ela não fala apenas sobre reduzir o tempo diante de celulares, tablets ou televisões. Ela fala sobre criar mais oportunidades para a criança brincar de verdade: inventar, montar, transformar, testar, narrar, negociar, rir, errar e tentar de novo.


Menos Telinhas também é mais presença

A campanha Menos Telinhas, Mais Brincadeiras nasceu para inspirar famílias a equilibrar o uso da tecnologia com experiências reais de brincar, conviver e aprender.

Não se trata de negar o mundo digital, mas de lembrar que a infância precisa de momentos em que a criança possa explorar o mundo com as mãos, com o corpo, com os sentidos e com as pessoas ao redor.

Hoje, porém, o desafio vai além das telas tradicionais.

Mesmo sem celular ou tablet, alguns brinquedos e dispositivos começam a ocupar o espaço da brincadeira com respostas prontas, falas programadas e estímulos contínuos. O brinquedo passa a conduzir a experiência, enquanto a criança corre o risco de participar menos da criação da brincadeira.

Infográfico: Menos Telinhas também é mais presença.

Brinquedo bom não faz tudo pela criança

Um bom brinquedo não precisa ser o mais tecnológico, o mais barulhento ou o mais “inteligente”.

Muitas vezes, os brinquedos mais ricos são justamente aqueles que deixam espaço para a criança completar.

Eles não entregam a história pronta.
Eles convidam a criança a criar.

Não resolvem tudo.
Provocam perguntas.

Não substituem a presença dos adultos.
Aproximam pais, filhos, irmãos, avós, amigos e educadores.

Brinquedo bom não faz tudo pela criança. Ele convida a criança a criar.


Brinquedo que responde x brinquedo que convida

Vale observar a diferença entre um brinquedo que entrega tudo pronto e um brinquedo que abre espaço para a participação ativa da criança.

Comparação A x B: Brinquedo que responde x brinquedo que convida.

"A questão não é escolher entre tecnologia ou brincadeira. A questão é preservar o espaço em que a criança imagina, experimenta, erra, tenta de novo e se relaciona com o mundo real."


Mini FAQ

Dúvidas sobre brinquedos, telas e brincadeira

ícone FAQ

Brinquedos com inteligência artificial são ruins para as crianças?
Não necessariamente. A tecnologia pode ter usos interessantes quando há equilíbrio, acompanhamento adulto e intenção educativa. O cuidado está no excesso de estímulos, respostas prontas e interações que substituem o brincar ativo, a imaginação e o vínculo humano.

O que significa Menos Telinhas?
Menos Telinhas é uma iniciativa da Made for Joy para inspirar famílias a equilibrarem o uso de dispositivos digitais com mais brincadeiras, presença, conexão e experiências reais entre pais, filhos e cuidadores.

Como escolher brinquedos que estimulam a imaginação?
Prefira brinquedos que não tenham apenas uma forma de uso. Blocos, jogos simbólicos, materiais de arte, massinhas, fantasias, instrumentos, livros, fantoches e brinquedos sensoriais permitem que a criança invente histórias, teste possibilidades e participe ativamente da brincadeira.

O brinquedo educativo precisa ensinar alguma matéria?
Não. Um brinquedo educativo pode desenvolver linguagem, coordenação motora, atenção, criatividade, empatia, cooperação, percepção corporal e autonomia. Nem todo aprendizado acontece em forma de conteúdo escolar.

Como substituir o tempo de tela sem transformar isso em briga?
O ideal é criar alternativas possíveis e prazerosas. Propor uma brincadeira em família, montar uma rotina simples, deixar brinquedos acessíveis e participar dos primeiros minutos da atividade pode ajudar a criança a se envolver sem sentir que apenas “perdeu” a tela.


10 brinquedos para viver o Menos Telinhas na prática

Depois de entender que brinquedo bom é aquele que convida a criança a participar, criar e imaginar, fica mais fácil escolher opções que combinam com a proposta do Menos Telinhas, Mais Brincadeiras.

Selecionamos 10 brinquedos da curadoria Made for Joy que ajudam a transformar o tempo longe das telas em momentos de criação, vínculo e descoberta.

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Massinha é um convite direto à criação. A criança aperta, corta, mistura, transforma e inventa formas com as próprias mãos. É uma ótima opção para desenvolver coordenação motora fina, imaginação e expressão criativa.
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O Adesivo – Pista, da HG, é uma atividade criativa que permite às crianças montar seu próprio sistema de trânsito de forma divertida.
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Uma boa escolha para trabalhar rotina, temporalidade e histórias do cotidiano. A criança observa cenas, organiza sequências e compreende que os acontecimentos têm começo, meio e fim.
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O Apple Puzzler, da HG, é um quebra-cabeça tridimensional que desafia o raciocínio de forma criativa e envolvente.
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Carimbos permitem criar cenas, repetir formas, combinar imagens e experimentar composições. É uma alternativa simples e rica para estimular criatividade, coordenação e autoria visual.
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O Criar com Adesivos – Criaturas Marinhas, da Djeco, é uma atividade criativa que convida as crianças a decorar animais do fundo do mar com adesivos coloridos.
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Uma ótima opção para transformar o momento em família em experiência de escuta, imaginação e vínculo. Em vez de apenas assistir, a criança participa da narrativa e pode reinventar as histórias.
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A Minha Quitanda é um brinquedo completo que convida a criança a explorar o universo do mercadinho de forma divertida e interativa.
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Um brinquedo tátil, simbólico e divertido. A criança monta combinações, nomeia ingredientes, cria pedidos e participa de brincadeiras de faz de conta ligadas ao cotidiano.
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Os dedoches do Looney Tunes são pequenos fantoches de dedo com personagens clássicos dos desenhos animados. Eles são muito usados para brincar com crianças, contar histórias ou até como itens de coleção.

Escolha brinquedos que deixam espaço para imaginar

Na Made for Joy, você encontra brinquedos que convidam a criança a criar, experimentar, contar histórias, brincar junto e descobrir o mundo com as próprias mãos. Em tempos de telas, algoritmos e respostas prontas, valorizar o brincar ativo é uma forma de cuidar da infância.

Conheça nossa curadoria de brinquedos educativos.

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Fonte:
Folha de S.Paulo – “A inteligência artificial entrou no quarto das crianças”. Acessado em 04/06/2026. Link: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/a-inteligencia-artificial-entrou-no-quarto-das-criancas.shtml

Conteúdo estrutural/visual:
Conteúdo visualmente estruturado com base na abordagem Desenhando Conteúdos Glifo.